Solidariedade em Rede

As paróquias da Arquidiocese de Belo Horizonte têm se organizado neste tempo de pandemia para oferecer ajuda aos mais pobres. O apoio emergencial é oferecido aos que enfrentam problemas de saúde e também a quem sofre o impacto da grave crise econômica desencadeada pela pandemia. Doações de cestas básicas, orientações sobre direitos, amparo psicológico e espiritual são alguns serviços disponibilizados, em diferentes regiões da Capital Mineira e de sua região metropolitana de Belo Horizonte.

O Vicariato Episcopal para Ação Social, Política e Ambiental da Arquidiocese de Belo Horizonte, a serviço das paróquias no desenvolvimento de ações solidárias, é referência para os que desejam integrar esta rede. De acordo com o vigário episcopal para Ação Social, Política e Ambiental da Arquidiocese, padre Júlio Amaral, o vicariato contribui para aproximar as paróquias e, assim, favorecer, a partilha de experiências. “A rede mantida pelo Vicariato também é importante ponto de apoio para que as paróquias encontrem soluções para seus muitos desafios no amparo aos mais pobres”, explica o sacerdote.

Importante:

1) Os donativos passam por processos de limpeza e ficam armazenados por três dias, tempo necessário para evitar eventuais contaminações pela covid-19, conforme orientação das autoridades de saúde.

2) Voluntários recebem equipamentos de segurança e são orientados para permanecerem em segurança e, ao mesmo tempo, evitarem a propagação do novo coronavírus.

Voluntários 

Deseja ajudar? Preencha o formulário disponível neste link: http://encurtador.com.br/nuCF1

 

Referências:

Para a entrega de donativos (alimentos, produtos de higiene) e o cadastro de voluntários (pessoas dispostas a ajudar na separação e entrega das doações, psicólogos, advogados e outros especialistas que possam doar seus serviços aos pobres):


:: Belo Horizonte

• Vicariato Episcopal para Ação Social, Política e Ambiental (Veaspam) – rua Além Paraíba, 208 – bairro Lagoinha, BH / Das 8 às 16 horas / (31) 98744-9141 / (31) 98818-7076

• Catedral Cristo Rei, Av. Cristiano Machado, 11910, bairro Juliana. Observação: donativos devem ser entregues ao porteiro na Rua Campo Verde, 150.

 

• Colégio Santa Maria Minas – Unidade Floresta – Rua Jacuí, 237, b. Floresta, BH – Das 9 às 15h. Telefone: (31) 3449-5500

• Colégio Espanhol Santa Maria Minas – Unidade Cidade Nova – Rua Prof. Costa Chiab, 15, b. Cidade Nova, BH – Das 9 às 15h. Telefone: (31) 3489-8800

• Colégio Santa Maria Minas – Unidade Coração Eucarístico – Rua Itutinga, 240, b. Coração Eucarístico, BH – Das 9 às 15h. Telefone: 3419-2700

• Colégio Santa Maria Minas – Unidade Pampulha – Rua Adelina de Sales Pereira, 273, b. Pampulha, BH – Das 9 às 15h. Telefone: 3439-3500

• Colégio Santa Maria Minas – Unidade Nova Suíça – Rua Lindolfo de Azevedo, 345, Portaria 1, b. Nova Suíça, BH – Das 9 às 15h. Telefone: 3319-3400

• Colégio Santa Maria Minas – Unidade Medianeira – Rua Itabirito, 333, Santa Efigênia, BH – Das 9 às 15h. Telefone: (31) 3257-6700

• Colégio Pio XII – Rua Alvarenga Peixoto 1735 – Santo Agostinho / (31) 3337-3254 / de segunda à sexta, das 8h às 18h.

• Forania São Dimas – Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe – Rua Dr. Sylvio Menicucci, 70 – Castelo, Belo Horizonte – MG / (31) 34768692 / Na secretaria, às quartas-feiras, o dia todo.

• Forania São Francisco das Chagas – Paróquia Nossa Senhora Rainha da Paz – Rua Iraci Carneiro, 251 – Caiçara / (31) 2555-3828.

• Forania São João Batista – Paróquia São Sebastião – Rua Úrsula Paulino 1555 – Betânia / (31) 3383-1996 / terça a sexta, de 16h30 às 19h30; sábado das 8h às 12h / ou Comunidade Missionária de Villaregia (Rua das Canoas 461 – Estrela do Oriente) / (31) 3383-1545, o dia todo.

• Forania São João Bosco – Paróquia São João Bosco – Av. Ivai 1283 – Dom Bosco, bairro Dom Bosco / (31) 3417-6634.

o Forania São José do Calafate – Paróquia São José do Calafate – R. Cachoeira do Campo, 66 – Calafate, Belo Horizonte / – (entregar no Naasp da Forania São José) / São José (31) 3332-1299 / Dias de terça, quarta e quinta das 10h às 14h

• Paróquia Jesus Ressuscitado – Av. Flor de Seda, nº 1200, bairro Lindéia – BH / Quarta a sexta de 8 às 12h e das 13 às 17h; sábado das 8 às 12h / (31) 3385-2209

• Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Rua Desembargador Bráulio, Alto Vera Cruz, BH – De segunda a sexta-feira das 15h30 às 19h

• Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Rua Guruá, Boa Vista, BH – Telefone (31) 3488-9996

• Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Rua Luiza Efigênia Silva, nº 60, Camargos, BH – Sede dos Vicentinos / De Segunda, quarta e sexta das 16h às 18h / (31) 3333-6613

• Paróquia Nossa Senhora da Anunciação – Rua Cabedelo, 15 – Bairro São Gabriel – Terça-feira a sexta-feira das 8h às 12h e das 13h30 às 17h e sábados das 8h às 12h / (31) 3493.3033

• Paróquia Nossa Senhora da Piedade – Rua Daniel Lopes de Faria, nº 211, bairro Industrial, BH / De quarta a sexta das 9 à 12h / (31) 3386-7800

• Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho – Rua Osvaldo Lima e Silva, nº 121, bairro Cardoso – BH / De segunda a sexta-feira das 13h30 às 18h30 / (31) 3336-5260

•  Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Praça Carlos Chagas (Praça da Assembleia), 33, Santo Agostinho. Telefones: (31) 3291-5053, (31) 98756-1082 e (31) 98634-2015.

• Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Rua Nova Granada, 55, bairro Boa Vista, BH – De segunda a sexta-feira das 8 às 12h

• Paróquia Sagrada Família – R. Costa Monteiro, 767, bairro Sagrada Família, BH – De segunda a sexta é das 13h às 19h – (31) 3461-1079

• Paróquia Santo Antônio – Rua Pernambuco, 840 – Funcionários, BH – De segunda a sexta das 8h às 19h e sábado de 8h às 12h / Telefones (31)3261-5622 e 3261-6160

• Paróquia Santo Antônio da Pampulha – Praça Santo Antônio, 02 – Aeroporto/Jaraguá – De terça a sexta: 08h às 11h e das 14h às 19h e sábado: 16h às 19h / (31) 3427-2866

• Projeto Providência Fazendinha – Avenida Mém de Sá, 2020, Aglomerado da Serra – das 9 às 13 horas – Telefone (31) 3283-1949

• Projeto Providência Taquaril – Rua Alair Pereira da Silva, 100, b. Taquaril – das 9 às 13 horas – Telefone (31) 3483-3887

• Projeto Providência Vila Maria – Rua D, 300, Jardim Felicidade, BH – das 9 às 13 horas – Telefone (31) 3493-5227

• Santuário Arquidiocesano São Paulo da Cruz – Praça Domingos Gatti, S/N – Barreiro de Baixo – Belo Horizonte – MG – Tel: (31) 3384-1794 – Horário: das 10h às 17h / (31) 3384-1794

• Santuário São Judas Tadeu – R. Macaé, 629 – Graça, BH, das 10h às 15h – Telefones 2526-4164 / 2526-4648

• Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua Nossa Senhora da Boa Viagem – rua Sergipe 175, bairro Funcionários, BH / De segunda a sexta das 8 às 17h / (31) 3222-2361


:: Contagem

• Cúria Regional Nossa Senhora Aparecida – Av. Babita Camargos, 1083 – Cidade Industrial, Contagem, MG – De segunda à sexta-feira das 8h às 12h e das 13h às 17h. Telefone: 973083649

• Colégio Santa Maria Minas – Unidade Contagem – Rua Rio Comprido, 4.580, b. Cinco, Contagem., das 9 às 15h. Telefone: 3399-1200

• Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração – Rua Manoel Gonçalves Rezende, nº 155 – Inconfidentes – Contagem – MG – Tel: (31) 3361-2098 – Horário: das 15h das 18h.

• Forania São Sebastião – Paróquia Verbo Divino – Coleta em todas as igrejas das comunidades. Referência: Rua Águas Marinhas, 11, Bairro Carajás – Contagem. (31) 3397-8571 / De segunda a sexta-feira, das 8h às 12h.

• Paróquia Jesus Operário – Rua Refinaria Cubatão, nº 263, bairro Petrolândia – Contagem / Terça a sábado das 13 às 17h / (31) 3397-9275

• Paróquia Nossa Senhora do Rosário – Rua Cristóvão Macedo, nº 578, bairro Alvorada – Contagem / Terça a sexta das 8 às 17h e sábado de 8 às 11h / (31) 3353-6969

• Paróquia Nossa Senhora do Sagrado Coração – Rua Manoel Gonçalves Rezende, nº 155, bairro Inconfidentes, Contagem / Quartas das 15 às 18h / (31) 3391-8109

• Paróquia Sagrado Coração de Jesus – Rua Rio São João, nº 172, Riacho, Contagem / Segunda a sexta das 9 às 15h

• Paróquia Santa Cruz – Praça Paris, nº 130, bairro Santa Cruz, Contagem / Quarta a sexta das 9 às 12h / (31) 3351-3032

• Paróquia Santa Edwiges – Rua Tereza Cristina, s/nº, bairro Bernardo Monteiro, Contagem / Segunda a sábado das 8 às 11h / (31) 3398-7801

• Paróquia Santo Agostinho – Rua Marte, nº 205, Jardim Riacho das Pedras, Contagem / Quarta a sexta das 14 às 18h / (31) 3396-1833

Paróquia São Gonçalo – R. Bueno Brandão, 40 – Centro, Contagem – MG – de terça a sexta-feira das 13h às 19h e sábado das 8h às 12h – (31) 3398-1504


:: Betim:

• Colégio Santa Maria Betim Minas – Rua do Rosário, 1.081, b. Angola, Betim. Das 9 às 15h. Telefone: (31) 3539-6950

• Paróquia Maria Mãe dos Pobres – Av. Belo Horizonte, nº 1563, bairro Jardim Teresópolis, Betim / De terça a sábado das 13 às 17h / (31) 3591-2207

• Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Av. Nossa Senhora do Carmo, nº 122 – Centro – Betim – MG – Tel: (31) 3531-1176 – Horário: das 8h às 12h. / (31) 3531-1176

• Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Praça Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, s/nº, bairro Bom Retiro – Betim / Sábado das 9 às 10h / (31) 3596-9214

• Paróquia Nossa Senhora do Rosário e São Sebastião – Rua Conceição da Silva, nº 13, bairro Vianópolis Betim / Segunda a sexta das 8h30 às 17h30 e sábado das 8h às 12h / (31) 3530-9519

• Paróquia São Francisco de Assis – Praça dos Expedicionários, S/N, Angola, Betim – MG – Tel: (31) 3531-2939 – De segunda a sexta-feira, das 14h às 17h / (31) 3531-2939
• Paróquia São Pio de Pietrelcina – Av. Tapajós, nº 830, bairro São Caetano – Betim / Terça a sexta, das 13 às 17h e sábado, das 8 às 12h / (31) 2591-4915

:: Santa Luzia

• Santuário Arquidiocesano de Santa Luzia – Rua Direita, s/nº – Centro – Santa Luzia – Tel.: (31) 3641-5050 / De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h

:: Ribeirão das Neves

• Paróquia Nossa Senhora das Neves – Rua Etelvina Maria de Souza, 5 – Centro – Ribeirão das Neves – Tel.: 3625-0495 / De terça a sexta-feira, das 8h30 às 15h

:: Vespasiano

• Paróquia Nossa Senhora de Lourdes – Praça Professora Júlia Chalita, 64 – Lourdes – Vespasiano – Tel.: 3621 1583 / De segunda a sexta-feira, das 12h às 18h

:: Esmeraldas

• Paróquia Santa Quitéria Esmeraldas – Praça Getúlio Vargas, nº 44, Centro, Esmeraldas, MG – De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h – (31) 3538-1555


:: Sabará

• Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Praça Getúlio Vargas, s/n – Siderúrgica, Sabará – De segunda a sexta-feira, das 8 às 12h e das 14 às 17h

• Paróquia São Sebastião – Rua Minas Gerais, s/n – General Carneiro, Sabará – De segunda a sexta, das 7h30 às 11h30 e das 14h às 18h – Telefone 3671-7001. E na Comunidade São José Operário – rua Santos Dumont nº 588 – Vila Rica – Praça Primeiro de Maio


:: Brumadinho

• Cúria da Região Episcopal Nossa Senhora do Rosário – Rua Coronel Alberto Cambraia, N º 140, bairro Santa Cruz, Brumadinho – De segunda a sexta-feira, das 9h às 11h e das 14h às 17h. (31) 3571-1300

• Paróquia Nossa Senhora da Piedade – Praça da Matriz, s/nº, Piedade do Paraopeba, Brumadinho – De terça a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 16h e sábado, das 8h às 12h e das 13h às 15h / (31)3571-5071


:: Caeté

• Santuário Basílica Nossa Senhora da Piedade – Padroeira de Minas Gerais – (31) 3651-6335

• Paróquia Nossa Senhora do Bom Sucesso – Praça da Matriz s/n – Caeté – De segunda a sábado, das 9h às 17h – (31) 3651-6677


:: Nova Lima

• Colégio Santa Maria Minas – Unidade Nova Lima – Avenida Rio Branco, 333, Centro, Nova Lima – Das 9 às 15h. Telefone: (31) 3589-5700


:: Ibirité

• Paróquia Nossa Senhora das Graças – Rua José Pedro, 174 – Central Park- Ibirité – MG; De 9 às 17h – Telefone: (31) 3533-1204

:: Doações eletrônicas

Faça a transferência e envie o comprovante para o e-mail financeiro@providens.org.br ou para o WhatsApp, no número (31) 98978.9390.
• Mitra Arquidiocesana de Belo Horizonte
Banco do Brasil – Conta corrente: 45 325 – 0 / Agência 3495 – 9 (CNPJ: 17.505.249/0280-80)
• Providens – Ação Social Arquidiocesana
Banco Itaú – Conta corrente: 04152-6 , Agência 1403, (CNPJ – 17.272.998/0001-86)

 

ORIENTAÇÕES 02/2020 COVID-19

Leiam o decreto abaixo:

….

Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, por zelo
pastoral e pelo bem do Povo de Deus nas suas comunidades de fé, oficializa:
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ORIENTAÇÕES 02/2020
Orientações e Determinações sobre as Atividades Pastorais e
Celebrações Litúrgicas na Arquidiocese de Belo Horizonte,
diante da Pandemia do coronavírus – COVID-19.
Aos Cristãos Leigos e Leigas, Presbíteros, Diáconos, Consagrados e Consagradas,
Homens e Mulheres de boa vontade, empenhados na evangelização e na superação
desta grave fase de pandemia:
“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” – Lc 10,33
Neste tempo quaresmal, chamados à conversão, movidos pelas pertinentes motivações
da CF-2020, “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso”, estamos todos convocados a
ações concretas, efetivas, disciplinadas, em favor da vida de todos, especialmente dos
pobres e vulneráveis, contribuindo e lutando pela superação desta terrível pandemia do
coronavírus, exercitando-nos, como Igreja e sociedade, no combate a tantas outras
pandemias.
Determina-se:
1. Sobre Atividades Pastorais
1.1. Suspender, a não ser que haja nova determinação, até o dia 12 de abril, em
todas as instâncias pastorais da Arquidiocese de Belo Horizonte, os vicariatos,
regiões episcopais, foranias, paróquias, santuários, as reuniões, encontros,
assembleias, seminários, cursos, catequese e eventos que aglomerem as
pessoas. Se for necessário, remarcar as atividades já previstas.
1.2. Olhar e cuidar com atenção dos idosos e pessoas mais vulneráveis de nossas
comunidades, amparando os mais pobres por auxílios materiais necessários,
por meio de uma sólida rede de solidariedade em cada paróquia.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, por zelo
pastoral e pelo bem do Povo de Deus nas suas comunidades de fé, oficializa:
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1.3. Redobrar os cuidados com a limpeza nos ambientes comunitários e facilitar
para que todos tenham acesso a uma pia com sabão para lavarem as mãos e
se for o caso, manter disponível algum dispensador de álcool gel.
1.4. Seguir, sem restrições, as orientações e determinações do Ministério da
Saúde e das autoridades competentes.
1.5. Acolher e prover, especialmente a população em situação de rua, em espaços
disponíveis das Paróquias, resguardando as medidas de proteção, em atenção
às suas demandas, oferecer apoio para alimentação, água, kit de higiene,
utilização de sanitários e chuveiros, troca de roupa, auxílio caso queiram
retornar para a família ou cidade de origem.
1.6. Usar ferramentas tecnológicas para ajudar a manter a vida paroquial,
contatos, animação missionária, assistência espiritual, manutenção da rede de
contribuições e apoios, dizimistas e doadores, pelo uso de transmissões via
Facebook, YouTube, Instagram e outros.

2. Sobre a Celebração dos Sacramentos
2.1. Suspender todas as celebrações da missa e da Palavra de Deus presenciais,
até nova determinação, conforme orientação das autoridades sanitárias, com
o único objetivo de não expor as pessoas ao perigo, protegê-las e salvar vidas.
Contudo, as igrejas devem ficar sempre abertas, com os devidos cuidados.
2.2. Oferecer as celebrações das missas, abundantemente, pelos meios de
comunicação, diariamente, em dias e horários comunicados e informados por
vários meios para ampla participação, fortalecendo nossa comunhão, que é
força maior.
2.3. Oferecer, igualmente, as celebrações da Palavra de Deus e momentos de
espiritualidade cristã, amplamente divulgados.
2.4. Adiar as celebrações dos batizados para o mês de agosto em diante.
2.5. Fazer a catequese de preparação de pais e padrinhos para o batismo, nesse
período, por meio dos veículos de comunicação, com a seguinte programação:
todos os sábados de abril a julho, de 16:00 às 17:00, pela TV Horizonte, Rádio
América e pela Internet.
2.6. Empenhar esforços com os noivos que já agendaram o seu casamento até o
mês de julho, para adiarem e agendarem nova data a partir de agosto.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, por zelo
pastoral e pelo bem do Povo de Deus nas suas comunidades de fé, oficializa:
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2.7. Redimensionar a quantidade de pessoas convidadas para os casamentos que
não puderem ser adiados, por meio de uma conversa pessoal dos párocos
com os noivos, de modo que as pessoas se disponham espaçadamente dentro
da igreja. Com outras palavras, determinar quantas pessoas poderão participar
da celebração do matrimônio.
2.8. Reagendar as crismas, num entendimento entre os párocos, bispos e vigários
episcopais, em diálogo com os catequistas, para o mês de agosto em diante.
2.9. Transmitir um programa de catequese crismal todos os sábados de abril a
julho, de 17 às 18h, pela TV Horizonte, Rádio América e Internet, destinado
aos crismandos e seus catequistas.
2.10. Suspender, até nova determinação, o atendimento aos idosos e enfermos, que
recebem a eucaristia em casa, para garantir-lhes segurança.
Esta determinação vale também para a celebração do sacramento da Unção
dos Enfermos.
2.11. Suspender, igualmente, até nova determinação, as celebrações das Exéquias,
tanto nas casas quanto nos velórios e cemitérios.
2.12. Oferecer o Sacramento da Penitência em horários variados, ouvindo os
penitentes individualmente. Ficam suspensos os mutirões das confissões.
2.13. Incentivar a Oração em Família e a Liturgia Doméstica, a Igreja da Casa,
com roteiros de celebrações tais como a meditação da Palavra de Deus, o
Terço, a Via Sacra, disponíveis no Portal da Arquidiocese de Belo Horizonte,
para que Deus nos livre deste e de muitos outros males que atentam contra a
vida.
3. Sobre a Semana Santa e o Tríduo Pascal
3.1. Celebrar presencialmente – se não houver uma determinação ao contrário –
somente o Tríduo Pascal, que é o coração e centro da vida da Igreja, contanto
que sejam poucas pessoas envolvidas, bem distanciadas umas das outras na
igreja, a mais ou menos um metro e meio, o que vale também para a
disposição das pessoas no presbitério e no local da equipe de canto.
3.2. Suspender os atos externos da semana santa, como as procissões, sermões,
dramatizações da paixão, Vias Sacras. Serão ofertadas várias e intensas
oportunidades de reflexão pelos meios de comunicação.
3.3. Celebrar a Missa da Unidade Arquidiocesana dentro das condições exigidas
e determinadas para o contexto, com a transmissão pela TV Horizonte, Rádio
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, por zelo
pastoral e pelo bem do Povo de Deus nas suas comunidades de fé, oficializa:
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América e Internet, na Catedral Cristo Rei, com a presença somente dos
membros do Conselho Pastoral Arquidiocesano, que representam toda a
Arquidiocese e os ministros ordenados, diáconos, padres e bispos. Nessa
celebração os santos óleos serão entregues pelo arcebispo aos bispos
auxiliares e vigários episcopais, que por sua vez os entregarão aos párocos,
para que sejam utilizados nas comunidades.
3.4. Celebrar a Missa da Ceia do Senhor, uma única por paróquia, sempre com
um número pequeno de pessoas. Não se realize o rito do Lava-pés.
3.4.1. Nesta noite, os que não participarem da missa, podem fazer uma bonita
celebração em casa, aproveitando as leituras do dia, realizando a bênção da
mesa e a refeição familiar ou acompanhar o momento de espiritualidade
eucarística pelos meios de comunicação.
Roteiros e indicações estarão disponibilizados no Portal da Arquidiocese de
Belo Horizonte.
3.5. Celebrar a Paixão do Senhor, uma por paróquia, e nela eliminar o rito do
beijo na Cruz e nas imagens expostas à veneração dos fiéis.
3.5.1. Neste dia, os que não forem à celebração na igreja, podem celebrar em
casa, às 15h, a Palavra de Deus, com as leituras bíblicas do dia, utilizando o
evangelho da paixão abreviado, e poderão fazer também a adoração da cruz e
a Oração Universal ou acompanhar o momento de espiritualidade pelos meios
de comunicação.
Roteiros e indicações estarão disponibilizados no Portal da Arquidiocese de
Belo Horizonte.
3.6. Celebrar a Vigília Pascal, no Sábado Santo, à noite, da mesma forma restrita,
uma em cada Paróquia, mas de maneira esmerada, como sinal da luz da fé em
Cristo ressuscitado, acesa em toda a nossa Arquidiocese de Belo Horizonte, a
iluminar toda a sociedade.
3.6.1. Nesta noite, os que não conseguirem participar de modo presencial,
devido às restrições de aglomeração de pessoas, poderão celebrar em família,
na própria casa, quando farão o acendimento e bênção do já conhecido “círio
da família”, aquela pequena vela mais grossa, depois a meditação de algumas
poucas leituras bíblicas previstas, como também a bênção e aspersão da água
em recordação do batismo, além das preces e por último a refeição fraterna
em família, ou acompanhar a celebração pelos meios de comunicação.
Roteiros e indicações estarão disponibilizados no Portal da Arquidiocese de
Belo Horizonte.
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, por zelo
pastoral e pelo bem do Povo de Deus nas suas comunidades de fé, oficializa:
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3.7. Celebrar o Domingo de Páscoa, uma missa em cada Paróquia, com as
mesmas exigências acima expostas.
3.7.1. E neste domingo, tão especial, os que não puderem participar na igreja,
podem, em família, na própria casa, celebrar a Palavra de Deus com as leituras
bíblicas do dia, preces e uma pequena confraternização pascal ou acompanhar
a missa pascal pelos meios de comunicação.
O roteiro estará disponibilizado no Portal da Arquidiocese.
3.8. Garantir, em todos os lares o acompanhamento de uma programação
especial e das celebrações ainda durante a quaresma e a semana santa, pelos
serviços da Rede Catedral de Comunicação Católica, por meio da TV
Horizonte, Rádio América e Internet.
3.9. Transmitir as celebrações das paróquias, por meio da PASCOM,
utilizando os meios de comunicação e as redes sociais como o Facebook,
YouTube, Instagram e outras possibilidades.

4. Orientações finais
4.1. Dar atenção e irrestrito respeito às orientações das autoridades competentes
no campo da saúde e acompanhamento constante da situação.
4.2. Não compartilhar notícias falsas (fake news). A mentira, além de prejudicar
o enfrentamento da doença, gera pânico, agravando a situação. Nesse sentido,
é oportuno checar cada informação recebida pesquisando em fontes
fidedignas.
4.3. Convencer e trabalhar para que as pessoas compreendam e assumam a postura
de não sair de casa, com especial atenção, convencer aos idosos e enfermos.
4.4. Nutrir muita esperança e superar sentimentos de fracasso e derrota, certos e
confiantes na condução que Deus Pai, em Cristo Jesus, pelo Espírito Santo,
em nossas vidas e na história de nossa salvação.
4.5. Exercitar a solidariedade e alimentar a comunhão de onde vem a força
maior que nos fará vencer e nos alegrar, cuidando para não nos intoxicar com
informações, causando pânico ou medos que enfraquecem nossa participação
numa luta que venceremos, em Deus e por seu amor.
4.6. As instituições da Arquidiocese de Belo Horizonte, a saber, a Mitra
Arquidiocesana; a Sociedade Mineira de Cultura mantenedora da Pontifícia
Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas, do Colégio Santa
Maria Minas – CSM Minas e da Rede Catedral de Comunicação Católica; a
Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, por zelo
pastoral e pelo bem do Povo de Deus nas suas comunidades de fé, oficializa:
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PROVIDENS com suas obras sociais; a Fundação Mariana Resende Costa –
FUMARC; e a Associação de Desenvolvimento Integral – ADI; estão
trabalhando em regime especial, sob a orientação da Diretoria Corporativa de
Recursos Humanos e instâncias afins, zelando pelo bem de todos os
colaboradores, segundo normas e sistemas cabíveis nesta realidade que
vivemos no presente momento.
4.7. Às comunidades paroquiais se disponibilizarão serviços de informações,
suportes, assessoria e orientações para que o caminho evangelizador, em
tempo de “exílio” e austeridades continuemos nosso caminho missionário de
modo fecundo.
5. Rezemos juntos, invocando a intercessão de Nossa Senhora, Mãe de Jesus
Cristo, para que a pandemia do coronavírus e outros males sejam vencidos:

À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,
mas livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita.

Agradecemos a compreensão de todos.

Orientações sobre o COVID-19

Avisos de Dom Walmor sobre o cuidado contra o Coronavírus: Orientações às comunidades de fé.
Amados e amadas de Deus, Saúde e paz! A pandemia do novo Coronavírus avança no Brasil e, por isso mesmo, somos todos convocados a dedicar maior atenção às medidas de prevenção da doença. Nesse sentido, convido nossas comunidades de fé a seguirem as seguintes recomendações, em sintonia com as indicações dos especialistas em saúde pública:
1)No âmbito de nossos vicariatos, regiões episcopais, foranias, paróquias e outras instâncias eclesiais, suspender, por quinze dias, a realização de encontros, assembleias, seminários e outros eventos que contribuam para aglomerar pessoas. Havendo possibilidade, remarcar atividades já previstas.
2)Nas comunidades de fé e em outros ambientes eclesiais, redobrar os cuidados com a limpeza e facilitar para que os fiéis tenham acesso a álcool em gel.
3)Idosos e enfermos ficam desobrigados do compromisso cristão católico de participar das Missas semanais. Poderão permanecer em comunhão e unidos à comunidade de fé a partir das celebrações transmitidas pela Rede Catedral de Comunicação Católica – TV Horizonte e Rádio América.
4)Torna-se importante suspender mutirão de confissões nas comunidades paroquiais. Solicitamos aos sacerdotes que dediquem horário especial, diário, para acolher os fiéis que buscam o Sacramento da Reconciliação, neste tempo de Quaresma.
5)Recomenda-se também suspender por 15 dias a catequese.
6)Quando possível, solicitamos aos evangelizadores que organizem celebrações em espaços abertos, especialmente as que reúnem mais pessoas, e mantenham as Igrejas mais arejadas.
7)Todos devem seguir as recomendações do Ministério da Saúde, mantendo bons hábitos de higiene.
8) Importante redobrar cautela para não compartilhar notícias falsas (fake news). A mentira, além de prejudicar o enfrentamento da doença, gera pânico, agravando a situação.
9)Nesse sentido, oportuno é checar cada informação recebida pesquisando em outras referências
10)Prevalecem as indicações publicadas no dia 26 de fevereiro: receber a Sagrada Eucaristia nas mãos, suspender o abraço da paz e não se dar as mãos na oração do Pai-Nosso.
11)Vamos intensificar, nos modos possíveis, a promoção de momentos de oração e preces a Deus para que nos livre deste e de muitos males que atentam contra a vida na sociedade, fortalecendo os agentes e profissionais da saúde para que realizem tudo o que for necessário para superarmos a ameaça do Coronavírus e de outras enfermidades.
Estamos atentos aos desdobramentos para subsidiar-nos em novas ações. Para a maioria das pessoas, o Coronavírus tem sintomas similares aos de uma gripe, sem grandes riscos. A preocupação maior é com idosos e enfermos. Cuidemos especialmente dessas pessoas, mais vulneráveis à doença.
Este desafio é oportunidade para um recomeço, remodelações de processos e adoção de novos modos de viver na casa comum, no profético horizonte da ecologia integral. Somos convocados à solidariedade, a darmos genuíno testemunho cristão, a partir de atitudes inspiradas na Parábola do Bom Samaritano, conforme nos pede a Campanha da Fraternidade 2020 – Fraternidade e vida: dom e compromisso. Não podemos ser indiferentes. Em vez disso, diante dos que sofrem, devemos aprender a ver a dor do outro, reconhecê-la; sentir compaixão e cuidar.
A amada Mãe Maria, Nossa Senhora da Piedade, nos inspire neste caminho. Cristo Rei abençoe a vida de todos.

Na PSFX, observaremos também essa orientações do Pres. CNBB para todos os Católicos no Brasil, além da nossa Paróquia. Sendo coerente com o contexto atual, não usaremos os Livrinhos de Canto neste momento. Também não haverá as duas semanas da reconciliação em todas as comunidades. As confissões serão feitas somente na Secretaria Paroquial. As catequeses foram adiadas por 15 dias podendo esse tempo ser estendido caso faça necessário. Verifique na sua comunidade sobre adiamento e/ou cancelamentos de outras atividades.

Agradecemos a compreensão de todos.

Missa de posse do novo pároco

Aconteceu no dia 29 de fevereiro de 2020 na Igreja São Judas Tadeu, a missa de posse do novo pároco, Pe. Jose dos Passos, SJ, da Paróquia São Francisco Xavier. 

Com muita alegria e participação de centenas de paroquianos, padres, religiosos e religiosas, o vigário episcopal da RENSC Pe. Antônio Moacir presidiu a celebração. A provisão de pároco foi lida pelo Pe. Filipe, vigário forâneo da Forania São José Operário e no final foi lida a ata do início do ministério do novo pároco, pelo ex-pároco, Pe. Roberto, SJ.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ato Penitencial: acolher a solidariedade de Deus

No tempo da quaresma a Igreja incentiva os fiéis a procurarem o sacramento da reconciliação (confissão). É um mandamento da Igreja e uma boa recomendação! O Apóstolo Paulo exorta os fiéis a se deixarem reconciliar com Deus (cf. 2Cor 5,20). Contudo, a reconciliação é um processo que deve supor o reconhecimento da própria condição pecadora, da própria fragilidade. O ser humano é suscetível ao pecado. Fora ou dentro do tempo da Quaresma existe um rito que sempre nos recorda isso: o ato penitencial. Mas no tempo quaresmal esse rito ganha especial relevo, pois a revisão da vocação batismal inclui, por certo, a dimensão penitencial da vida cristã.

Antes do Concílio, não existia o ato penitencial na missa. Existiam as chamadas “apologias” ao pé do altar, proferidas pelo presidente da celebração. Numa ou noutra comunidade, os fiéis, mais por costume adquirido do que seguindo uma prescrição ritual, acompanhavam o momento cantando seus cantos penitenciais. No atual rito, essas apologias foram desmembradas, reformuladas e adaptadas ao contexto celebrativo e comunitário. O esquema foi simplificado, mas ganhou maior consistência, pois valorizou-se os elementos que, na forma antiga, estavam sobrepostos e confusos. Eram também restringidos à pessoa do ministro ordenado. Agora, porém, está integrado ao ordo, isto é, ao rito da Igreja que inclui todo o povo de Deus e não apenas os padres.

A estrutura geral inicia-se pelo convite do presidente, seguida do breve silêncio, a fórmula de confissão e a conclusão, chamada impropriamente de “absolvição”1 . As fórmulas de confissão variam. Os dois primeiros modos são fixos, o terceiro modo oferece um texto tripartido em tropos2 . Esses tropos elogiam a misericórdia de Deus e desenvolvem a aclamação Kyrie eleison, que em português foram traduzidas por “Senhor, tende piedade”3 . Os tropos, a partir do ambiente musical aprofundam o sentido dessa piedade, ampliando por meio de versos poéticos aquilo que a brevidade da forma participial contém.

Uma confissão de fraqueza

Uma rainha, chamada Ester, com uma nobre missão de salvar o seu povo e “temendo o perigo de morte que se aproximava”, dirige a Deus uma súplica:

“Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito. Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor, pois eu mesma me expus ao perigo.  Senhor, eu ouvi, dos livros de meus antepassados, que tu libertas Senhor, até o fim, todos os que te são caros. Agora, pois, ajuda-me, a mim que estou sozinha e não tenho mais ninguém senão a ti, Senhor meu Deus.Vem, pois, em auxílio de minha orfandade. Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices. E livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar”.

Três elementos podem ser deduzidos da oração de Ester: 1- a rainha recorre a Deus, seu único defensor, a quem reconhece e recorda como protetor do seu povo; 2- tem aguda consciência de que se expôs ao perigo, a si e aos seus; 3- pede a Deus que transforme a situação de extrema dificuldade em situação de vida.

O reconhecimento da fraqueza é acompanhado do reconhecimento da foça e da exclusividade de Deus como o único capaz de transformar sua situação de miséria.

Deus é compassivo

O Antigo Testamento demonstra a imagem de um Deus severo e punitivo que pouco a pouco evolui para a imagem de um Deus paciente e compassivo. A oração de Moisés acena esse movimento:

Iahweh! Iahweh…
Deus de ternura e de piedade,
lento para a cólera,
rico em graça e fidelidade;
que guarda sua graça a milhares,
tolera a falta, a transgressão e o pecado,
mas a ninguém deixa impune
e castiga a falta dos pais nos filhos
e nos filhos dos seus filhos,
até a terceira geração5.

O Parceiro da Aliança é invocado como “compaixão e piedade, lento para a cólera e cheio de amor”, que não prolonga o seu rancor e nem trata os seus fiéis conforme suas faltas (cf. Sl 103,8-10). O mesmo salmo parece “retocar” a oração de Moisés, mostrando mais o amor e a compaixão do que sua cólera:

Mas o amor de Iahweh!…
existe desde sempre
e para sempre existirá
por aqueles que o temem;
Sua justiça é para os filhos dos filhos,
para os que observam sua aliança
e se lembram de cumprir suas ordens6.

Sua compaixão chega a ser comparada à mãe incapaz de ignorar o sofrimento de seus filhos (cf. Is 49,15), ou ao amor resiliente do marido de uma prostituta (cf. Os 3,1-3).
Contudo, o ápice da compaixão de Deus demonstra-se na encarnação do seu Filho. A encarnação é dádiva e prova de amor aos pecadores (cf. Rm 5,8; 8,32). Nele Deus conhece por dentro a fraqueza humana, tornando-se Servo obediente e assumindo sobre si as nossas culpas.

Compaixão, a solidariedade de Deus

O mesmo verbo grego empregado na aclamação Kyrie eleison está na raiz da palavra esmola (elemosina). Dar esmola é dar ao outro a compaixão, em sentido profundo, sentir com o outro. Deus sente com a humanidade a partir do seu Filho que assume a nossa carne. Seu Filho é sua dádiva solidária que alcança a nossa miséria e a nossa pequenez. Paulo chegará a afirmar que ele foi feito pecado por Deus para nos redimir, embora não houvesse pecado (cf. 2Cor 5,2).

Em questão: a compaixão de Deus

A advertência do Missal aponta na direção dos atributos divinos e da sua ação solidária: Deus se move na direção do pecador, dando-lhe o seu amor, a sua elemosina (compaixão, esmola). O ato penitencial, mais que recordar pecados, recorda a compaixão do Deus de Jesus Cristo, que em seu Filho ergue a todos da morte. O reconhecimento da frágil condição da humanidade se , pois, à luz daquilo que Deus é, pois anterior ao pecado está a graça, o próprio ser do Deus compassivo.

Em qualquer tempo, mas sobretudo na Quaresma, o ato penitencial suscitará a consciência desse amor capaz de mover à reconciliação com Deus e com os irmãos. A execução do rito, a escolha dos cantos e da fórmula, terão em vista, principalmente, essa compreensão do Deus que com seu amor dignifica a humanidade.

1O termo é tão inapropriado que o próprio missal esclarece que o ato penitencial não tem o mesmo valor do sacramento da penitência (cf. IGMR, 51).
2Tropo é uma adição poética que precede ou sucede uma antífona, ou aclamação, desenvolvendo-lhe um aspecto.
3A tradução não diz o real significado da expressão. Kyrie é vocativo de Kyrios (ó Senhor). Eleison é uma forma participial de eleeô, que significa “ter compaixão”. A forma participal de um verbo cumpre a função de adjetivar, de dar qualidade. Assim, a expressão Kyrie eleison tem o sentido de “Senhor, vós sois piedade” que combina perfeitamente com o tropo que lhe dá desenvolvimento.
4Opto pela versão litúrgica, proclamada na quinta feira da primeira semana do tempo da Quaresma.
5Ex 34,6-7.
6Sl 103,17-18.

Pe Danilo César
Liturgista

O sentido espiritual da Quaresma

No tempo da Quaresma, a Igreja toma para si as vestes penitenciais, e propõe o retorno à radicalidade evangélica que – no turbilhão dos acontecimentos diários – pode se tornar demasiado esmaecida. O Espírito de Cristo que nos habita a partir da consagração batismal necessita, sempre e de novo, ser aspirado, com fins de insuflar em nossas narinas aquela vitalidade perene da Páscoa. De fato, ao retomarmos nossa origem pelas vias simbólico-sacramentais das celebrações quaresmais, assumindo-nos e confessando-nos formados do pó da terra, damos o primeiro e decisivo passo para entrar no repouso de Deus.

A Quaresma se estende diante da comunidade cristã como uma “delicadeza de Deus”, expressão muito apropriada de dom João Resende Costa retomada pelo nosso atual Arcebispo há alguns anos. Sim, delicadeza. Este termo conota vários sentidos e a maioria, senão todos, se aplicam a esta iniciativa divina de permitir-nos um tempo para recuperar nossas origens. Deus é delicado porque sutilmente se insinua, sem nos forçar; delicado também por sua perspicácia: conhece-nos por dentro – um atributo confiado ao Filho Amado – tornando-o capaz de misericórdia e paciência perante nosso ritmo, talvez lento, para a conversão. Mas aqui, me parece mais apropriada a expressão atribuída a Deus enquanto revela a gentileza divina.

 

As celebrações litúrgicas da Quaresma oportunizam a experiência de Deus que – na profundidade de seu amor – é paciente e afável com os pecadores; com aqueles que romperam o pacto por Ele estabelecido.  A Liturgia celebrada se caracteriza primeiramente não como discurso mas como a fé em ato; aquilo que as Escrituras e a Tradição registram e transmitem sobre a afabilidade de Deus as celebrações realizam. As celebrações penitenciais, em especial o Sacramento da Reconciliação e da Eucaristia, neste tempo, nos abrem as portas de acesso a Deus que é lento na cólera e diligente na compaixão.  O Pai de Jesus exerce sobre nós sua paternidade.

A Quaresma deveria – sempre – nos lembrar que Deus não se apressa em emitir condenações. Distinguindo bem, entre pecado e pecador, põe em relevo seu amor pelo gênero humano. Assim, o pecado se torna passível de perdão em vista da reabilitação da pessoa à luz da Páscoa de Cristo. Assim rezamos na Quarta-feira de Cinzas: “Ó Deus, que vos deixais comover pelos que se humilham e vos reconciliais com os que reparam suas faltas, ouvi como um Pai as nossas súplicas (…).” E também: “Ó Deus, que não quereis a morte do pecador, mas a sua conversão (…) consigamos, pela observância da Quaresma, obter o perdão dos pecados e viver uma vida nova, à semelhança do Cristo ressuscitado.”

Este tempo me faz lembrar de uma antiga exegese sobre a expulsão do paraíso, dada pelos rabinos de Israel: eles contavam que Deus, antes de mandar Adão e Eva para fora de seu repouso (o jardim em Éden, o paraíso), insistiu para que ambos assumissem a responsabilidade por sua transgressão. Isso quer dizer que o Senhor pôs de lado o pecado em virtude de seu desejo de continuar na companhia daquelas duas criaturas. As cinco semanas da Quaresma mostram-se como esse tempo de insistência em que Deus, delicadamente, nos solicita perto dele num estado de justiça: assumindo coerente e responsavelmente nossa vida. Jesus – que bebeu na fonte dessa tradição – não podia agir de outro modo. Ele é a encarnação dessa insistente paixão de Deus pela humanidade. Por nós, Ele, Jesus, “enfrenta o diabo” numa atitude exemplar de quem não teme a crise (o deserto!), não foge do risco (a tentação!) porque se lembra sempre da Aliança e sabe que por ela deve viver e morrer, para que nós – com Ele, nEle e por Ele – tenhamos uma qualidade de vida que só Deus pode concernir.

A Quaresma é, portanto – e sem sombra de dúvidas – uma delicadeza de Deus

 

Padre Márcio Pimentel (Liturgista)

Alinhados com os sonhos de Francisco

“Sonho com uma Amazônia que lute pelos direitos dos mais pobres, dos povos nativos, dos últimos, de modo que a sua voz seja ouvida e sua dignidade promovida. Sonho com uma Amazônia que preserve a riqueza cultural que a caracteriza e na qual brilha de maneira tão variada a beleza humana. Sonho com uma Amazônia que guarde zelosamente a sedutora beleza natural que a adorna, a vida transbordante que enche os seus rios e as suas florestas. Sonho com comunidades cristãs capazes de se devotar e encarnar de tal modo na Amazônia, que deem à Igreja rostos novos com traços amazônicos”- é o que partilha, sábia e corajosamente, o Papa Francisco na Exortação Apostólica Querida Amazônia.

Fruto esperançoso do abençoado Sínodo dos Bispos para a Amazônia, a Exortação Apostólica, com sua linguagem sapiencial, poética e profética, tem força de convocação: todos são desafiados a seguir o percurso indicado em suas linhas, para promover a vida e ser fiel à missão de toda a Igreja. Cada pessoa, especialmente os evangelizadores, se comprometa a cultivar um novo modo de viver no horizonte intocável do Evangelho de Jesus Cristo. Assim a Igreja inteira assume o compromisso de dedicar-se, sempre mais, à Amazônia, que se apresenta aos olhos do mundo com todo o seu mistério, o seu esplendor e o seu drama.

Dedicar-se à Amazônia exige abertura para o diálogo, escutando especialmente os que mais entendem da realidade desse território, os povos amazônicos e, assim, ajudar de maneira mais qualificada os pobres, excluídos, indígenas, quilombolas, ribeirinhos e migrantes. “Deus queira que toda a Igreja se deixe enriquecer e interpelar por este trabalho; que os pastores, os consagrados, as consagradas e os fiéis leigos da Amazônia se empenhem na sua realização e que, de alguma forma, possa inspirar todas as pessoas de boa vontade”, eis o primeiro sonho do Papa Francisco apresentado na Exortação Apostólica Querida Amazônia.

A Exortação Apostólica, além de indicar a necessidade do cuidado com a Amazônia, orienta a Igreja e o mundo a aprender com o próprio território amazônico, escola de experiências, sabedorias e lições, para mudar dinâmicas e possibilitar vivências coerentes com os ensinamentos de Jesus Cristo. Particularmente, a Amazônia pode ajudar a Igreja de Cristo na exigente tarefa de percorrer caminhos novos e encontrar novas respostas. Consequentemente, contribuir, sempre mais, para que o mundo contemporâneo se aproxime dos valores atemporais do Evangelho. Na Exortação Apostólica, o Papa Francisco convida a Igreja a sonhar. E os sonhos partilhados pelo Santo Padre, se acolhidos como meta e lição, terão propriedade para se tornar realidade na Igreja, no território da Amazônia e em todos os lugares. São quatro sonhos indicados pelo Papa Francisco: um sonho social, um sonho cultural, um sonho ecológico e um sonho eclesial.

No coração pulsante de cada uma das aspirações indicadas na Exortação Apostólica estão interpelações norteadoras. Sonhos que, acolhidos como se espera, reconfiguram juízos e escolhas, fortalecendo a Igreja. Desmontarão, assim, o que já não tem força missionária e reavivará a nova profecia – a ser anunciada na voz da Igreja – para interpelar o mundo a estar no horizonte e a caminho do Reino de Deus, possibilitando novas lógicas de organização e governos, mais fraternidade, justiça e paz para todas as sociedades.  Esse caminho leva ao verdadeiro desenvolvimento integral, com novos hábitos, práticas e lógicas.

O Papa Francisco, em seu sonho social, detalha uma Amazônia que deve integrar e promover todos os seus habitantes, para que possam consolidar o “bem viver”, com a força de um grito profético e um árduo empenho dedicado aos mais pobres. Para isso, são necessárias atitudes que façam frente às injustiças e aos crimes cometidos, aos que ferem o meio ambiente e seus povos. No âmbito cultural, o Papa Francisco sonha com ações que busquem cuidar das tradições. Nas raízes do povo amazônico está a força para se contrapor “à visão consumista do ser humano, incentivada pelos mecanismos da economia globalizada, que tende a homogeneizar as culturas e a debilitar a imensa variedade cultural, que é um tesouro da humanidade”. O sonho ecológico do Papa trata da oportunidade para se conquistar a libertação das escravidões a partir de nova aprendizagem. Se o cuidado com as pessoas é inseparável da dedicação aos ecossistemas, isso se torna ainda mais evidente na realidade amazônica. Sobre o sonho eclesial, o Papa indica o desafio da Igreja na busca de novos caminhos, por sábia e profética inculturação, do ministério e na liturgia, assegurando serviços pródigos a todos. A Igreja deve valorizar sempre mais a religiosidade dos povos e procurar, continuamente, novos modos de servir, para que todos sejam contemplados com os dons dos sacramentos, especialmente a Eucaristia. O sacerdócio seja capaz de oferecer novas respostas e a Igreja se configure, cada vez mais, como Casa da Palavra de Deus, a partir da força vivificante das mulheres, com práticas criativas, inovadoras, autênticas respostas às demandas de evangelização.

No coração de cada pessoa esteja a força interpelante dos sonhos partilhados pelo Papa Francisco e, assim, aprendidas as lições da Exortação Apostólica Querida Amazônia.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

CINZAS…

cinzas

Vai chegar a festa mais importante do ano, a celebração do acontecimento central e máximo de toda a história da humanidade. Está se aproximando a Páscoa. E porque ela é tão grande, merece uma preparação à altura. Começa na quarta-feira de cinzas a nossa preparação para a Páscoa.

E como inauguramos esta preparação? Colocando cinza sobre a nossa cabeça, como sinal de penitência, isto é, como sinal de que estamos dispostos a nos alinharmos no caminho de Deus com seu projeto de justiça e paz para todos. Além disso, passamos esse dia fazendo jejum, também como sinal de penitência.

Serão então quarenta dias de preparação: Quaresma. A Campanha da Fraternidade deste ano, à luz da Palavra de Deus, vai nos ajudar na preparação da Páscoa, refletindo sobre o tema: “Fraternidade e vida: dom e compromisso”, propiciando caminhos para o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.

Quarta-feira de cinzas! Celebramos neste dia o mistério do Deus misericordioso que acolhe nossa penitência, nossa conversão, isto é, o reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais, pecadoras. Conversão que consiste em crer no Evangelho, isto é, aderir a ele, viver segundo o ensinamento do Senhor Jesus. Numa palavra, trata-se de entrar no caminho pascal de Jesus. “Convertei-vos, e crede no Evangelho”: é o convite que Jesus faz (cf. Mc 14,15).

Esta palavra, a gente ouve, recebendo cinzas sobre a nossa cabeça. Por que cinzas? É para lembrar que, de fato somos pó! Mas não reduzidos a pó!… A fé em Jesus ressuscitado faz com que a vida renasça das cinzas. Quando o ser humano reconhece sua condição de criatura realmente necessitada da ação de Deus, em Cristo e no Espírito, então Jesus Cristo faz brotar vida de nossa condição mortal. Reconhecer-se assim, é entrar numa atitude pascal, isto é, de passagem com Cristo da morte para a vida. Esta páscoa, a gente vive na conversão, através dos exercícios da oração, do jejum e da esmola ou partilha de bens e gestos solidários, no espírito do Sermão da Montanha.

Páscoa que celebramos na Eucaristia, pela qual aclamamos Deus como aquele que, acolhendo nossa penitência, corrige nossos vícios, eleva nossos sentimentos, fortifica nosso espírito fraterno e, assim, nos dá a graça de nos aproximarmos do seu jeito misericordioso de ser, e nos garante uma eterna recompensa.

Por isso que o sacerdote, em nome de toda a assembléia, canta na Oração Eucarística: “Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo-poderoso…, vós acolheis nossa penitência como oferenda à vossa glória. O jejum e abstinência que praticamos, quebrando nosso orgulho, nos convidam a imitar vossa misericórdia, repartindo o pão com os necessitados […] Pela penitência da Quaresma, vós corrigis nossos vícios, elevais nossos sentimentos, fortificais nosso espírito fraterno e nos garantis uma eterna recompensa” (Prefácio da Quaresma III e IV).

Junto com a oferta total de Cristo ao Pai, pelo Espírito Santo, na Liturgia eucarística, une-se também a oferta de nossa penitência quaresmal. E Deus, por sua vez, nos recompensa com o corpo entregue e o sangue derramado de seu Filho Jesus, na santa comunhão.

Que o Cristo pascal nos ajude, para que o nosso jejum seja realmente agradável a Deus e nos sirva de remédio para a cura dos nossos vícios. E assim possamos celebrar dignamente a santa Páscoa de Cristo e nossa Páscoa.

Frei José Ariovaldo da Silva, OFM