Projeto Musical

 

O Projeto Musical é desenvolvido pela Casa Recriar Obras Sociais com adolescentes e jovens da Paróquia São Francisco Xavier, e tem como objetivo proporcionar atividades de iniciação musical e montagem de conjunto orquestral para a prática de repertório diversificado e de qualidade, além de reciclagem para possíveis instrumentista, e também, promover a valorização da prática musical em conjunto como importante fator de desenvolvimento humano e social.

 

Este projeto está acontecendo por um prazo determinado e para que possamos dar continuidade precisamos de parcerias ou doações de pessoas de boa vontade, uma vez que a Obra Social e Paróquia não dispõem de recursos suficientes para o desenvolvimento das atividades.

 

Na esperança de podermos contar com a sua generosa colaboração, disponibilizamos a conta bancária do Projeto Musical. Banco Itaú | Ag. 0689 Pampulha | C/C 68023-9  Casa Recriar Obras Sociais

 

Informações:

Tel. (31) 3435-2837 | Casa Recriar

Tel. (31) 3309-9677 | Paróquia São Francisco Xavier

 

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Atendimento Psicológico

A Casa Recriar tem um projeto de atendimento psicológico a crianças, adolescentes, jovens, adultos, casal, família e grupos.

Este projeto conta com uma equipe de 16 psicólogos disponíveis de segunda à sábado em horário à combinar.

Para melhores informações e agendamentos ligar para Casa Recriar (31) 3435-8237 das 8h às 11h ou (31) 3309-9677 das 13h às 16h. Falar com Fátima.

 

Casar Recriar | Rua Madre Gaetana Sterni, 27 | Jardim Felicidade

Paróquia São Francisco Xavier

Tenda Cristo Rei

O Espaço Querigmático da Tenda Cristo Rei está sendo montado nesta semana e a previsão é que os trabalhos sejam concluídos nos próximos dias. Com totens e recursos audiovisuais, o Espaço Querigmático será um espaço interativo que contribuirá para a vivência da fé.

A Tenda Cristo Rei foi apresentada para a comunidade no último dia 14 de dezembro, domingo. Além do Espaço Querigmático, a Tenda Cristo Rei, que fica no canteiro de obras da Catedral Cristo Rei, também conta com uma Capela, um mirante com vista para as obras, lanchonete e estande da Campanha Faço Parte, que já estão sendo visitados pela comunidade. A Tenda Cristo Rei fica aberta todos os dias, das 7h às 20h, na Avenida Cristiano Machado, em frente à Estação Vilarinho do Metrô, bairro Juliana, Belo Horizonte.

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Cartilha do Evangelho de Mateus

Está disponível com os Coordenadores de Evangelização das comunidades ou na secretaria da Paróquia a cartilha para os encontros dos grupos que vai auxiliar no mês da bíblia ou em outras ocasiões, aprofundarem sua fé e seu compromisso com a proposta do Reino anunciado por Jesus, o crucificado que, hoje, caminha conosco nas estradas da vida!

 

Valor da Cartilha: R$ 3,00

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10 atitudes para uma vida feliz

O Papa Francisco deixou alguns conselhos para uma vida feliz. Entre os “10 conselhos do Papa” , estão a solidariedade com os jovens, o cuidado com a natureza, dedicar o domingo à família e buscar a paz.
1) Viver e deixar viver, primeiro passo para a felicidade “Aqui os romanos têm um ditado e podemos levá-lo em consideração para explicar a fórmula que diz: ‘Vá em frente e deixe as pessoas irem junto’.” Viva e deixe viver é o primeiro passo da paz e da felicidade.

 

2)Doar-se aos outros para não deixar o coração dormindo “Se alguém fica estagnado, corre o risco de ser egoísta. E água parada é a primeira a ser corrompida.”
3) Mover-se com humildade, com benevolência entre as pessoas e as situações O Papa usa o termo “remansadamente”, de um clássico da literatura argentina. “No [romance] ‘Dom Segundo Sombra’ há uma coisa muito linda, de alguém que relê a sua vida. Diz que em jovem era uma corrente rochosa que levava tudo à frente; quando adulto, era um rio que andava para frente; na velhice, sentia-se em movimento, mas remansado. Eu utilizaria essa imagem do poeta e romancista Ricardo Guiraldes, este último adjetivo, remansado. A capacidade de se mover com benevolência e humildade, o remanso da vida. Os anciãos têm essa sabedoria, são a memória de um povo. E um povo que não se importa com os mais velhos não tem futuro.”
4) Preservar o tempo livre como uma sadia cultura do ócio “O consumismo levou-nos a essa ansiedade de perder a sã cultura do ócio, desfrutar a leitura, a arte e as brincadeiras com as crianças. Agora confesso pouco, mas, em Buenos Aires, confessava muito e quando via uma mãe jovem perguntava: Quantos filhos tens? Brincas com os teus filhos? E era uma pergunta que não se esperava, mas eu dizia que brincar com as crianças é a chave, é uma cultura sã. É difícil, os pais vão trabalhar e voltam às vezes quando os filhos já dormem. É difícil, mas há que fazê-lo”.
5) O domingo é para a família “Um outro dia, em Campobasso (Itália), fui a uma reunião entre o mundo universitário e mundo trabalhador, todos reclamavam que o domingo não era para trabalhar. O domingo é para a família”.
6) Ajudar, de forma criativa, os jovens a conseguirem um emprego digno “Temos de ser criativos com este desafio. Se faltam oportunidades, caem na droga. E é muito elevado o índice de suicídios entre os jovens sem trabalho. Outro dia li, mas não me fio, porque não é um dado científico, que havia 75 milhões de jovens com menos 25 anos desempregados. Não basta lhes dar de comer, há que inventar cursos de um ano de canalizador, eletricista, costureiro. A dignidade de levar o pão para casa”.
7) Cuidar da natureza, amar a criação “Há que cuidar da criação e não estamos fazendo isso. É um dos maiores desafios que temos.”
8) Esquecer-se rapidamente do negativo que afeta a vida “A necessidade de falar mal de alguém indica uma baixa autoestima. É como dizer: sinto-me tão em baixo que, em vez de subir, rebaixo o outro. Esquecer-se rapidamente do negativo é muito mais saudável”.
9) Respeitar o pensamento dos outros “Podemos inquietar o outro com o testemunho para que ambos progridam com essa comunicação, mas a pior coisa que se pode fazer é o proselitismo religioso, que paralisa: ‘Eu converso contigo para te convencer’. Não. Cada um dialoga sobre a sua identidade. A Igreja cresce por atração, não por proselitismo”.
10) Buscar a paz é um compromisso “Vivemos uma época de muitas guerras. Na África, parecem guerras tribais, mas são algo mais. A guerra destrói. E o clamor pela paz é preciso ser gritado. A paz, às vezes, dá a ideia de quietude, mas nunca é quietude, é sempre uma paz ativa”.

 

Casa Madre São José

Centro de Apoio Comunitário Madre São José

Fundado em 05 de julho de 1998 é uma associação sem fins econômicos que está situado na Rua Áurea Rocha Madeira, 220, bairro Tupi.Pedreira e atua na região territorial da Paróquia São Francisco Xavier, desde agosto/2011, compreendendo todas as comunidades e tem por finalidade desenvolver trabalhos sociais com a comunidade e cursos de capacitação e profissionalização, formar grupos de assistência às mulheres, crianças, adolescentes, jovens, idosos e prestar atendimento às famílias carentes.

Pela sua localização cabe ainda:

A promoção e melhoria da própria comunidade, prestando diretamente, solicitando ou conveniando serviços de assistência social, promoção humana e educação, que visem todas as faixas etárias e sobretudo as camadas mais carentes da população;

Trabalhar no estudo das soluções dos problemas que afetam a coletividade, e na criação de instrumentos de ação legal e de reivindicação dos direitos básicos das famílias e da população junto aos poderes públicos constituídos;

Desenvolver atividades de educação.

  • Uma breve história…

Esta casa pertencia as Irmãs Maristas – congregação que reside e atua na Paróquia há alguns anos em diversos ministérios (catequese, Juventude, ação social, formação de lideranças…) – e tinha por finalidade inicial ser uma Casa Ambulatorial, acolher portadores do vírus HIV, principalmente, aqueles que vinham de cidades do interior para se tratarem em Belo Horizonte, que muitas vezes eram abandonados ou esquecidos pelas famílias em função de o preconceito naquela época ser muito maior e não ter tanta informação sobre a doença.

com o passar do tempo, a ideia inicial foi enfraquecendo pelo fato de o governo dar melhores condições de atendimento e acolhida aos portadores, e também, muitas dificuldades foram encontradas, impossibilitando a casa de realizar alguns projetos.

Então, a congregação começou a pensar em outra forma de usar a casa, e a principal ideia foi que a própria comunidade pudesse usufruir desse espaço. Sendo a casa confiada aos leigos na sua organização e desenvolvimento através de um estatuto e a paróquia como parceira, e tendo o apoio das irmãs com certeza o objetivo será alcançado.

Este foi o desejo celebrado no dia 20 de maio de 2012, data de inauguração do novo espaço que contou com a participação da atual diretoria – muitos deles desde o início da casa – e mais, conselheiros da paróquia, associados e moradores da comunidade.

 

Madre São José
Primeira irmã Marista

 

A cruz do Papa Francisco

Desde que assumiu a cátedra de Pedro, o Papa Francisco convida a Igreja a repensar seus valores e atitudes, de modo especial na ação pastoral. E, uma das imagens que mais simboliza o seu pontificado é a cruz peitoral que leva consigo. A cruz com a figura do Bom Pastor não foi escolhida pós-eleição papal: o Santo Padre já a utilizava. Esse símbolo representava uma meta de vida de Jorge Mario Bergoglio, que agora se tornou a utopia de um novo tempo na Igreja: o pastoril.

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No centro da cruz, está o Bom Pastor. Como ele está no eixo, poderíamos pensar que representa a figura mais importante. No entanto, o maior símbolo é o que ele carrega: uma ovelha em seus ombros, ao redor de seu pescoço. Talvez a ovelha mais necessitada, a mais carente, aquela que tenha se machucado nas encruzilhadas da vida.

No regaço do Bom Pastor, essa ovelha encontra acolhida, não é julgada nem condenada. Simplesmente é amada. Nos ombros do pastor, ela se refaz, volta a experimentar o que é pertencer a uma família de fé. A cabeça da ovelha, que outrora estava perdida, agora está encostada no peito do Bom Pastor, do lado do Coração. A ovelha que andava sem rumo recebe as pulsações do coração do pastor em seu ouvido. Ao provar desse amor, ela nunca mais será a mesma.

A ovelha está tranquila sentindo-se segura, amada, nos braços do pastor que a ama. O pastor não é representado pelo clericalismo, pela pompa, por posses. De sandálias, com a roupa surrada, demonstra que não está preocupado consigo, com seu bem-estar, mas deseja ardentemente que suas ovelhas tenham vida. O pastor não fica na sacristia esperando que as ovelhas lhe beijem a mão, mas vai ao encontro da desgarrada e lhe beija as feridas.

Atrás do pastor, estão as ovelhas já dentro do aprisco, seguras, pastam sem medo. Nenhuma dessas ovelhas parece olhar com desconfiança para aquela que está nos ombros do Bom Pastor, pois sabem acolher com misercórdia aquelas que precisam entrar. Com toda certeza, cada uma delas provou do abraço purificador do pastor, por isso elas também sabem acolher.

O que guia o Bom Pastor é o Espírito Santo. Não há missão sem foco: não é o pastor que decide por onde caminhar, ele é guiado, conduzido. Isso indica que o pastor ouve as instruções do Espírito, que existe uma ligação entre um e outro.

A cruz de Francisco sinaliza um tempo novo para a Igreja, porém é necessário que nós, leigos, religiosos, padres e bispos, abracemos essa mesma cruz, na busca de uma Igreja inflamada pelo Espírito que sai de si mesma para encontrar os que se extraviaram.

autor: Pe. Luis Erlim, cmf

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Homília do Papa Francisco

Homília do Santo Padre Papa Francisco na Missa da Basílica Aparecida – 24.07.2013 – 10:30

 

Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,

Queridos irmãos e irmãs!

 

Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro.
Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano.

Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo:ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados,acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.

Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo,solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.

 

1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo – que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um,
no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos.Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado,
nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer.

Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade.Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da
construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo,a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.

 

2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera,tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.

 

3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos,
por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5, 3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso
coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]: Insegnamenti III/1 [2007], 861).

Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.

 

Discurso do Papa no Brasil

“Senhora Presidenta, Ilustres Autoridades, Irmãos e amigos!

Quis Deus na sua amorosa providência que a primeira viagem internacional do meu Pontificado me consentisse voltar à amada América Latina, precisamente ao Brasil, nação que se gloria de seus sólidos laços com a Sé Apostólica e dos profundos sentimentos de fé e amizade que sempre a uniram de modo singular ao Sucessor de Pedro. Dou graças a Deus pela sua benignidade.

Aprendi que para ter acesso ao Povo Brasileiro, é preciso ingressar pelo portal do seu imenso coração; por isso permitam-me que nesta hora eu possa bater delicadamente a esta porta.

Peço licença para entrar e transcorrer esta semana com vocês. Não tenho ouro nem prata, mas trago o que de mais precioso me foi dado: Jesus Cristo! Venho em seu Nome, para alimentar a chama de amor fraterno que arde em cada coração; e desejo que chegue a todos e a cada um a minha saudação: “A paz de Cristo esteja com vocês!”

Saúdo com deferência a senhora presidenta e os ilustres membros do seu governo. Obrigado pelo seu generoso acolhimento e por suas palavras que externaram a alegria dos brasileiros pela minha presença em sua Pátria. Cumprimento também o senhor governador deste Estado, que amavelmente nos recebe na sede do governo, e o senhor prefeito do Rio de Janeiro, bem como os Membros do Corpo Diplomático acreditado junto ao governo brasileiro, as demais autoridades presentes e todos quantos se prodigalizaram para tornar realidade esta minha visita.

Quero dirigir uma palavra de afeto aos meus irmãos no Episcopado, sobre quem pousa a tarefa de guiar o Rebanho de Deus neste imenso País, e às suas amadas igrejas particulares. Esta minha visita outra coisa não quer senão continuar a missão pastoral própria do Bispo de Roma de confirmar os seus irmãos na Fé em Cristo, de animá-los a testemunhar as razões da Esperança que d’Ele vem e de incentivá-los a oferecer a todos as inesgotáveis riquezas do seu Amor.

O motivo principal da minha presença no Brasil, como é sabido, transcende as suas fronteiras. Vim para a Jornada Mundial da Juventude. Vim para encontrar os jovens que vieram de todo o mundo, atraídos pelos braços abertos do Cristo Redentor. Eles querem agasalhar-se no seu abraço para, junto de seu Coração, ouvir de novo o seu potente e claro chamado: “Ide e fazei discípulos entre todas as nações”.

Estes jovens provêm dos diversos continentes, falam línguas diferentes, são portadores de variadas culturas e, todavia, em Cristo encontram as respostas para suas mais altas e comuns aspirações e podem saciar a fome de verdade límpida e de amor autêntico que os irmanem para além de toda diversidade.

Cristo abre espaço para eles, pois sabe que energia alguma pode ser mais potente que aquela que se desprende do coração dos jovens quando conquistados pela experiência da sua amizade. Cristo “bota fé” nos jovens e confia-lhes o futuro de sua própria causa: “Ide, fazei discípulos”. Ide para além das fronteiras do que é humanamente possível e criem um mundo de irmãos. Também os jovens “botam fé” em Cristo. Eles não têm medo de arriscar a única vida que possuem porque sabem que não serão desiludidos.

Ao iniciar esta minha visita ao Brasil, tenho consciência de que, ao dirigir-me aos jovens, falarei às suas famílias, às suas comunidades eclesiais e nacionais de origem, às sociedades nas quais estão inseridos, aos homens e às mulheres dos quais, em grande medida, depende o futuro destas novas gerações.

Os pais usam dizer por aqui: “os filhos são a menina dos nossos olhos”. Que bela expressão da sabedoria brasileira que aplica aos jovens a imagem da pupila dos olhos, janela pela qual entra a luz regalando-nos o milagre da visão! O que vai ser de nós, se não tomarmos conta dos nossos olhos? Como haveremos de seguir em frente? O meu auspício é que, nesta semana, cada um de nós se deixe interpelar por esta desafiadora pergunta.

A juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo e, por isso, nos impõe grandes desafios. A nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos, sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida, assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem; entregar-lhe a herança de um mundo que corresponda à medida da vida humana; despertar nele as melhores potencialidades para que seja sujeito do próprio amanhã e corresponsável do destino de todos.

Concluindo, peço a todos a delicadeza da atenção e, se possível, a necessária empatia para estabelecer um diálogo de amigos. Nesta hora, os braços do Papa se alargam para abraçar a inteira nação brasileira, na sua complexa riqueza humana, cultural e religiosa. Desde a Amazônia até os pampas, dos sertões até o Pantanal, dos vilarejos até as metrópoles, ninguém se sinta excluído do afeto do Papa. Depois de amanhã, se Deus quiser, tenho em mente recordar-lhes todos a Nossa Senhora Aparecida, invocando sua proteção materna sobre seus lares e famílias. Desde já a todos abençoo. Obrigado pelo acolhimento!”

 

o vídeo pode ser visto clicando aqui 

Catedral em construção

Especialmente para mostrar a evolução das obras da Catedral Cristo Rei, a Arquidiocese de Belo Horizonte apresenta o Catedral Cristo Rei em Construção. Distribuído com edições mensais, o Catedral Cristo Rei em Construção pretende manter bem informados todos os que participam da caminhada rumo à edificação desta igreja-mãe, lugar para a vivência da fé e da caridade.

 

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A Construtora Mendes Junior será a responsável pela condução e administração das obras da Catedral Cristo Rei e quase todos os projetos estão sendo desenvolvidos pelos escritórios do Arquiteto Oscar Niemeyer, no Rio de Janeiro, mas, para executar os projetos de contenções, muros e terraplenagem, foi escolhida a empresa mineira Geomec, especializada em engenharia geotécnica e fundações. Esses projetos integram o cronograma da primeira fase de edificação da Catedral Cristo Rei e serão concluídos em junho.

Os engenheiros e arquitetos que coordenam os trabalhos de edificação da Catedral definiram que a empresa mineira seria a mais indicada para o trabalho, pois conhece bem as características do solo de Belo Horizonte. A definição fundamenta-se também na prioridade estabelecida pela Arquidiocese de Belo Horizonte de se valorizar a competência das entidades e dos profissionais de Minas Gerais.
Nesta primeira fase, serão realizadas operações de terraplanagem e contenções. O objetivo é deixar o terreno nas condições topográficas ideais para a construção da Catedral Cristo Rei.
É importante lembrar que as obras de edificação da Catedral Cristo Rei serão divididas em seis fases. No final das três primeiras, a Catedral já poderá receber público para celebrações. A previsão é que essa primeira fase termine no próximo ano.