Dom Serafim, um amigo da Paróquia São Francisco Xavier

A Paróquia foi criada oficialmente em 28 de outubro de 1993, como desmembramento da antiga Paróquia Cristo Operário (de 1968), de grande extensão territorial, na zona norte da capital mineira, pelo então arcebispo Dom Serafim Fernandes Araújo.

A decisão de criar a Paróquia deu-se, de fato, em março daquele ano. Dom Serafim chamou o jesuíta designado para a Paróquia Cristo Operário e falou da sua disposição. O jesuíta lhe expôs um problema: as comunidades do setor onde seria a nova paróquia surgiram de modo quase autônomo, e daí haveria dificuldade para determinar qual das igrejas seria a matriz, pois a escolha de uma certamente causaria descontentamento nas outras. D. Serafim respondeu com um de seus repentes geniais: “Precisa de matriz, não. Vamos acabar com a ditadura da matriz!”. Era o que o interlocutor queria ouvir. O novo pároco, então, propôs dar como padroeiro à nova paróquia São Francisco Xavier, como justa homenagem aos jesuítas que, desde os anos 50, vinham prestando serviços na região, além de significar uma designação original na Arquidiocese.

          A partir da intuição de D. Serafim, surgiram procedimentos novos que ajudariam a multiplicar lideranças, criar uma sensibilidade solidária entre as  comunidades e um encaminhamento diferenciado de atribuições típicas de uma paróquia.

Fonte: Trecho do livro “A serviço do Evangelho” , por Francisco G.F. Moraes

Falecimento de dom Serafim

“Na palma da mão de Deus”  

Com profundo pesar, o Povo de Deus na Arquidiocese de Belo Horizonte se despede do cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, que faleceu nesta terça-feira, 8 de outubro. Ainda estão sendo definidos detalhes e o horário dos funerais do Arcebispo Emérito.
O arcebispo dom Walmor e os bispos auxiliares, em oração, estão unidos aos familiares, amigos e fiéis de toda a Arquidiocese de Belo Horizonte para se despedir de dom Serafim. “Na palma da mão de Deus”, expressão tão, bonita, tão marcante, muitas vezes dita, de forma serena, por dom Serafim, é o lugar onde hoje o nosso Arcebispo Emérito descansa.
“O cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo é presença admirável no coração do amado povo de Deus. Ao longo de mais de cinquenta anos de dedicação à Arquidiocese de Belo Horizonte, o cardeal deixa um legado de especiais feitos. Sua caminhada missionária fez crescer no coração de cada pessoa, principalmente cristãos católicos de nossa amada Arquidiocese, o amor a Jesus Cristo e à Igreja. Por isso também, no coração de todos estará sempre a gratidão, a admiração e o respeito por dom Serafim”. (Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte).

Vida dedicada à Igreja
Dom Serafim Fernandes de Araújo nasceu em 13 de agosto de 1924 em Minas Novas (MG). Foi o terceiro arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, sucedendo dom João Resende Costa, no governo da Arquidiocese de Belo Horizonte, em 5 de fevereiro de 1986. Viveu sua infância em Itamarandiba e aos 12 anos de idade foi estudar no Seminário de Diamantina, onde se formou em Humanidades em 1942 e em Filosofia em 1944.
Foi escolhido para ir estudar em Roma, onde fez mestrado em Teologia e Direito Canônico na Pontifícia Universidade Gregoniana. Ordenado padre no dia 12 de março de 1949, na Catedral de São João Latrão, em Roma, retornou ao Brasil em 1951. Foi pároco em Gouveia (MG), onde ficou de 1951 a 1957. Nesse mesmo período, exerceu ministério de capelão da Companhia Industrial de São Roberto. De 1956 a 1957, assumiu o posto de capelão militar do 3º Batalhão Militar da Polícia Militar de Minas Gerais. Também foi diretor de Ensino Religioso da Arquidiocese de Diamantina e professor de Direito Canônico no Seminário Provincial.
Em Curvelo, onde foi pároco em 1957 e cônego de 1958 a 1959, também atuou como professor em várias escolas. Sagrado bispo em 7 de maio de 1959, com apenas 34 anos (foi o mais novo bispo do Brasil), transferiu-se para Belo Horizonte para ser auxiliar de dom João Resende Costa. Assumiu também os cargos de vigário geral, administrador e diretor de Ensino Religioso da Arquidiocese, além de tornar-se professor de Cultura Religiosa da PUC Minas. A partir de 1960, dom Serafim toma posse como reitor da PUC Minas.
Dom Serafim participou do Concílio Vaticano II, de 1962 a 1965. O Cardeal também viajou para vários países, em visita a universidades, para participar de seminários e congressos sobre educação. Entre 1978 e 1981, foi membro do Conselho Federal de Educação.

Ministério na Arquidiocese de Belo Horizonte
A posse como arcebispo coadjuntor – com direito à sucessão do arcebispo de Belo Horizonte – ocorreu no dia 31 de março de 1983, no Ginásio do Mineirinho. Em 1986, dom Serafim tomou posse como arcebispo metropolitano, sucedendo dom João Resende Costa.
Nomeado cardeal em 18 de janeiro de 1998. A cerimônia de início do seu percurso como cardeal foi celebrada nos dias 21 e 22 de fevereiro de 1998 pelo Papa João Paulo II. Tornou-se arcebispo emérito de Belo Horizonte em 2004, quando dom Walmor Oliveira de Azevedo assumiu o governo da Arquidiocese de Belo Horizonte.

VI Assembleia do Povo de Deus

“Como o Pai me enviou, eu também vos envio” (Jo 20,21)

“Chega agora, mais uma vez, na história missionária de nossa Amada Arquidiocese de Belo Horizonte, a oportunidade de um novo passo, novas respostas e cumprimento da missão de ser e fazer de todos discípulos missionários e discípulas missionárias de Jesus Cristo, edificando e zelando por nossa dignidade maior, filhos e filhas de Deus, corresponsáveis pela construção da sociedade justa e solidária, promovendo a cultura da vida e da paz. Somos todos convidados a participar, vivenciar e celebrar o caminho missionário da VI Assembleia do Povo de Deus.

Vamos iluminar e confrontar, para alinhamentos necessários e avanços importantes, nosso PROJETO DE EVANGELIZAÇÃO PROCLAMAR A PALAVRA com o rico horizonte das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, quadriênio 2019-2023, em sintonia com toda a Igreja convidada pelo Papa Francisco a ser uma “Igreja em saída”, em diálogo e servidora.

O caminho missionário da VI Assembleia do Povo de Deus será percorrido entre 15 de agosto e 8 de dezembro de 2019. Paróquias e suas comunidades, Regiões Episcopais e Vicariatos Episcopais, Associações e Movimentos Eclesiais, Novas Comunidades e diferentes segmentos da sociedade são convocados a participar, tendo um importante instrumento de trabalho disponível, impresso e online, esperando a contribuição e indicações de todos.”

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Santo Inácio e as Preferências Apostólicas Universais

Celebrar Santo Inácio é, também, refletir sobre como se deu o processo de construção do legado deixado pelo fundador da Companhia de Jesus.

CONVERSÃO DE INÁCIO

Nascido em uma região no norte da Espanha, em uma família da baixa nobreza, Íñigo López de Loyola dedicou bastante tempo de sua adolescência preparando-se para a carreira militar na corte. A serviço do vice-rei de Navarra, foi ferido na perna por uma bala de canhão, em Pamplona. Durante a convalescença, experimentou uma conversão interior, quando, ainda doente, interessou-se por histórias e estudos de fé e passou a buscar inspiração nas histórias de santidade.

Após o seu processo de conversão e a sistematização dos Exercícios Espirituais, Inácio estabeleceu como meta ficar, para sempre, na terra de Jesus, na Terra Santa, para ajudar as pessoas na vida espiritual. Em um primeiro momento, ele conseguiu chegar até lá, mas, devido aos perigos eminentes de guerras, foi obrigado a retornar à Europa. Inácio, então, buscou a vontade Deus a seu respeito. Dessa forma, pôde compreender que, para ajudar os outros, era necessário estudar. Foi para Barcelona e, depois, Paris, para realizar os estudos visando orientar as pessoas nos Exercícios Espirituais e poder explicar a doutrina cristã.

DISCERNIMENTO

Pe. Arturo Sosa nos revela que o processo da deliberação dos primeiros companheiros teve início quando eles fizeram os seus votos. “A experiência do discernimento tem raízes profundas na história da Companhia. Podemos dizer que a Companhia é fruto do discernimento feito por um grupo de homens. Tinham se conhecido na Universidade de Paris (França), onde estudaram e obtiveram seus graus acadêmicos. Resolveram servir à Igreja como ministros ordenados, mas em pobreza. Finalmente, após um processo de discernimento, tomaram a decisãode permanecerem unidos, formando uma comunidade de vida e missão.

O processo de discernimento durou 40 dias, nos quais dedicaram horas à ESPECIAL oração e à meditação, partilharam sentimentos, lembranças e desejos, ponderaram razões pró e contra e foram vendo com claridade que era vontade de Deus que, os que Deus mesmo havia reunido, se mantivessem unidos, numa comunidade de vida e missão” (Visita do Pe. Arturo Sosa ao Brasil, Discurso na Unisinos, p.77).

Ainda no discurso na Unisinos, Pe. Arturo Sosa afirma que, na origem dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, está “um caminho de discernimento que marcará, para sempre, sua vida e a de todos os que passam por essa experiência”. Inácio percebia que muitas ideias e projetos que imaginava provocavam alegria, enquanto outros geravam alegria e paz mais duradouras. Ele vai desenvolvendo, assim, uma sensibilidade aguçada na sua vida espiritual, sendo capaz de ler as mensagens de Deus, inscritas em seu coração pela ação do Espírito.

A vida de Inácio sempre foi marcada por objetivos claros, para, com base neles, buscar os meios necessários para alcançá-los. Os Exercícios Espirituais o ajudaram a corrigir, purificar e canalizar todo esse potencial para o serviço do Reino. Suas principais características, como Superior Geral da Companhia, formaram o carisma jesuíta e foram importante diferencial para a época. São exemplos a capacidade de identificar o potencial de liderança nas outras pessoas, a ousadia em conhecer novos lugares e culturas, a sensibilidade para perceber as questões enfrentadas pela Igreja Católica de sua época e a visão para reconhecer fontes de necessidades.

 

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Dom Mol eleito na CNBB

Dom Joaquim Mol é eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social da CNBB

O bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e reitor da PUC Minas, dom Joaquim Mol foi eleito presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social da CNBB.

Dom Mol é o bispo referencial para a Região Episcopal Nossa Senhora da Esperança e acompanha o Vicariato Episcopal para a Comunicação e Cultura da Arquidiocese de BH.

A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social da CNBB possui caráter de serviço, apoio e comunhão no planejamento, na organização e articulação de programas e projetos de comunicação da Igreja no Brasil. Anima o agir comunicativo da Igreja em suas várias dimensões fortalecendo o sinergismo entre as diversas iniciativas na área da comunicação. Estimula a presença da Igreja nas mídias por meio de encontros e subsídios formativos para agentes da Pastoral da Comunicação.

História

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães nasceu em 6 de janeiro de 1960, em Ponte Nova, Minas Gerais. Fez o noviciado na Congregação Salesiana, em 1979, em Barbacena, culminando com a profissão religiosa em janeiro de 1980.

Licenciado em Filosofia e Bacharel em Teologia pela PUC Minas, foi ordenado diácono dia 5 de dezembro de 1987, na Paróquia Cristo Luz dos Povos, em Belo Horizonte; e presbítero no dia 16 de julho de 1988 em Ponte Nova. Foi nomeado bispo auxiliar de Belo Horizonte no dia 11 de fevereiro de 2006 e ordenado bispo no dia 23 de março de 2006, na Capital Mineira.

Dom Walmor novo presidente da CNBB

Dom Walmor Azevedo, arcebispo de Belo Horizonte (MG), é eleito novo presidente da CNBB

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor de Olveira Azevedo, foi eleito na tarde desta segunda-feira, 6 de maio, como presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O novo presidente foi escolhido pelos episcopado brasileiro que participa, em Aparecida (SP), da 57ª Assembleia Geral da CNBB no terceiro escrutínio, após receber a maioria absoluta de votos do total de 301 bispos votantes.

Como manda o Estatuto da CNBB, o até então presidente Cardeal sergio da Rocha perguntou a dom Walmor se aceita ser presidente. “Aceito com humildade, aceito com temor e aceito à luz da fe”, foram as primeiras  palavras que ele dirigiu à plenária da 57ª. Só à luz da fé, segundo dom Walmor, será possível recuperar a força da colegialidade da Igreja no Brasil a partir de uma escuta muito profunda dos irmãos e do povo de Deus. Ele pediu a Deus que não falte sabedoria para assumir este serviço.

Combate à Dengue

A Arquidiocese de Belo Horizonte participa da campanha que envolve toda a comunidade no combate à dengue. Todos são chamados para ajudar no combate à dengue, orientar os vizinhos, amigos e familiares, e observar os locais onde há risco de proliferação do Aedes Aegypti (mosquito da dengue).

Como combater a Dengue:

1. Cobrir caixas d’água, cisternas, poços e evitar entupimentos de calhas.

2. Vedar com cimento os cacos de vidro nos muros que podem acumular água.

3. Colocar em sacos plásticos, fechar e colocar no lixo copos descartáveis, embalagens, tampas, cascas de ovo e tudo que possa acumular água.

4. Não deixar pneus expostos ao tempo, nunca permitindo acúmulo de água dentro deles.

5. Usar cloro em piscinas, limpá-las com frequência e cobri-las quando não estiverem em uso.

6. Limpar as bandejas externas das geladeiras e ar-condicionado.

7. Esvaziar garrafas, latas e baldes. Guardá-los em local coberto.

8. Guardar garrafas pet e de vidro sempre com a boca para baixo. Guardá-las em local coberto.

9. Lavar semanalmente, com bucha, sabão e água corrente, os vasilhames de alimentação de animais.

10. Lavar os pratinhos dos vasos de plantas e colocar areia até a borda. Evitar plantas como as bromélias, que acumulam água. Para denunciar locais onde há focos do mosquito, ligue para os números 155 e 156. Acesse também o site da prefeitura de Belo Horizonte “Um tempo contra a dengue”.

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Curso de Iniciação Teológico-Pastoral

PRÉ-INSCRIÇÃO PARA TURMA 2019

Curso de Iniciação Teológico-Pastoral (CITEP) é uma iniciativa do Núcleo de Extensão e Especialização (NEE), coordenado por um grupo de voluntários. No período de três anos, com aulas às 3ªs e 5ªs feiras, das 20h às 21h45, dá-se uma visão de conjunto da teologia e da pastoral, nas suas diversas áreas. Também é oferecida a introdução aos Exercícios Espirituais, com possibilidade de acompanhamento individualizado.

Público-alvo: agentes pastorais em âmbito comunitário ou paroquial que desejam aprofundar sua fé, capacitar-se para a evangelização e atuar na sociedade.

Carga horária: 384 horas/aula, distribuídas ao longo de 3 (três) anos, com certificado de CURSO LIVRE da FAJE.

Investimento: R$ 45 (mensalidade)

Mais informações: citep@faculdadejesuita.edu.br
(31) 3115-7070 nas 3ªs e 5ªs feiras, das 20h às 21h45 (horário das aulas)

Ou através do Telefone (31) 3115-7013 (Secretaria do Núcleo de Extensão e Especialização – 8h30 às 17h)

 

Mais informações: citep@faculdadejesuita.edu.br
(31) 3115-7070 nas 3ªs e 5ªs feiras, das 20h às 21h45 (horário das aulas)

Ou através do Telefone (31) 3115-7013 (Secretaria do Núcleo de Extensão e Especialização – 8h30 às 17h)