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História

A Paróquia foi criada oficialmente em 28 de outubro de 1993, como desmembramento da antiga Paróquia Cristo Operário (de 1968), de grande extensão territorial, na zona norte da capital mineira, pelo então arcebispo Dom Serafim Fernandes Araújo.

O novo pároco, então, propôs dar como padroeiro à nova paróquia São Francisco Xavier, como justa homenagem aos jesuítas que, desde os anos 50, vinham prestando serviços na região, além de significar uma designação original na Arquidiocese.

A partir da intuição de D. Serafim, surgiram procedimentos novos que ajudariam a multiplicar lideranças, criar uma sensibilidade solidária entre as nove comunidades e um encaminhamento diferenciado de atribuições típicas de uma paróquia.

De fato, a Paróquia São Francisco Xavier nasceu num tempo privilegiado, com um grupo de jesuítas bem formados em teologia, experimentados pastoralmente e dispostos a tentar outros modos de conduzir a vida de uma paróquia, trabalhando diretamente ou colaborando nos finais de semana; ademais, a presença de congregações religiosas masculinas e femininas que ajudavam sobretudo na identificação e cultivo de lideranças leigas. Vencidas as primeiras resistências, aderiu ao projeto um significativo grupo de lideranças leigas, dispostas a conhecer melhor a Tradição da Igreja e generosas para um trabalho incansável.

Guiava o trabalho a consciência do estatuto teológico de uma paróquia como lugar destinado a manifestar de modo excelente a Igreja local, evitando-se que particularidades de movimentos e espiritualidades determinassem a identidade da Paróquia.

Por outro lado, os “modelos” de procedimentos pastorais comuns depois do Concílio já davam nítidos sinais de esgotamento. O conceito de Igreja local como busca de seus próprios caminhos para atender às necessidades emergentes pouco se desenvolveu. Tinha-se a impressão de que as Igrejas não faziam senão cumprir uma agenda nacional (ou internacional) de campanhas, adotando sem mais todos os seus subsídios. E como nossas dioceses são normalmente extensas, se tornava difícil imaginar até mesmo projetos pastorais que lhes servissem definitivamente. No máximo se poderiam ter linhas gerais de procedimento. Podia-se perceber, então, que a vida da Igreja se decide numa paróquia.

Por tudo isso, era necessário voltar às fontes mais puras das intuições do Vaticano II.

Francisco Figueiredo de Moraes
Extraído do livro “A Serviço do Evangelho”, Ed. Loyola

Para refletir

Como filhos e filhas da mãe de Jesus, meditemos: O que desejamos pescar? Em qual rio lançamos nossas redes? Como experimentamos espiritualmente a presença materna de Nossa Senhora Aparecida na labuta do dia a dia?

Você Sabia

Outubro, mês do jubileu de Nossa Senhora Aparecida, “300 anos de bênçãos” e que nos separam do encontro da pequenina imagem negra nas águas do Rio Paraíba do Sul, interior de São Paulo.