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Igreja Nossa Senhora de Fátima

IGREJA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA
Ano de criação: 1967
Rua Furquim Werneck, 645 Tupi 31840-050
ônibus 70 / 1505 / 1505R
Mês da Festa da Padroeira: maio
Missa Solene: Dia 13 de maio ou 1º domingo após dia 13

Nossa História…

Segundo alguns moradores antigos a Comunidade Nossa Senhora de Fátima começou no ano de 1967. Era, como tantas outras, muito pobre. O local era uma fazenda que foi loteada e começou a ser povoada.

Iniciava-se, então, um bairro. Não tinha saneamento básico, asfalto, água encanada…só havia luz em poucas casas, tudo era muito difícil. As pessoas tinham que caminhar bastante, para conseguir condução quando tinham que ir ao centro da cidade. O ônibus vinha até o cruzamento de Santa Luzia, Aarão Reis e Tupi.

Em meio a todos estes problemas, surge então os primeiros padres que começaram um trabalho de catequese. Primeiramente, os Padres Herrera e Angelo. Depois, Pe. Jose Flavio Tardin, SJ.
Inicia-se as celebrações nas ruas e casas dos moradores, uma vez por semana, porque não havia igreja.

A primeira missa foi celebrada, no lugar reservado para ser uma praça; hoje Praça Cândido Portinari, pelo Pe. Ricardo do bairro Aarão Reis. A partir dessa data as missas passaram a ser celebradas na residência de Dª Alaíde, em frente à pracinha.

A participação da comunidade era cada vez maior. E o sonho de todos era de se construir uma igreja. Com a iniciativa de Dª Piedade, começou um movimento, fazendo procissões nas casas, levando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, fazendo novenas e pedindo-lhe a sua proteção para que este sonho se concretizasse.No dia 12 de outubro realizou-se a primeira coroação de Nossa Senhora na casa de Dª Piedade.

Após essa data, começou o mutirão para a construção da Igreja. Temos que ressaltar a grande importância da participação das mulheres, que com muita garra e boa vontade formaram uma equipe, composta por Dª Piedade Apolinario Dias, Dª Francisca Faustino, Dª Mercês dos Santos, Dª Valdelina Marques, Dª Quita, levantaram verbas para o início das obras, tendo uma grande colaboração do Sr. Dalton Emidio. Com a participação de toda comunidade, fizeram barraquinhas, leilões e receberam bastantes doações.

Deu-se início a construção da igrejinha, tendo a orientação do Sr. Dalton, como mestre de obra. No início tudo foi feito em regime de mutirão. Trabalharam na base e levantamento das paredes os pedreiros Sr. Raimundo Dias e Sr. Marinho. Os carpinteiros Sr. Jose Rodrigues Sobrinho (Jota) e o Sr. Luiz construíram o telhado. A parte elétrica ficou a cargo do Sr. Esio do Nascimento.

Quando a igreja estava na parte do telhado chegou o Pe. Jose Flavio Tardin, sj, para dar continuidade aos trabalhos do Pe. Angelo, terminando, juntamente com a comunidade, a igrejinha.

Como não havia padres fixos na comunidade e a igrejinhas já estava pronta, ficou sob responsabilidade dos leigos. D. Geralda Magela cuidava dos paramentos, da organização, limpeza e arrumação.

A comunidade crescia e se desenvolvia muito, necessitava de mais pessoas para trabalhar na igreja. Chegaram então, as primeiras irmãs: Izabel, Fátima e Sonia que davam assistência na igreja e ajudavam na comunidade.

Começaram a surgir os grupos de jovens que ajudavam e apoiavam o Pe. Jose Flavio na catequese. As primeiras catequistas foram D. Alaide e Maria da Penha Apolinario. E, o grupo de jovens JUAC (Juventude Unida a Cristo), animava os jovens e preparavam os jovens para o sacramento da crisma. Depois surgiu outro grupo que ajudavam a preparar crianças e jovens para a primeira eucaristia, chamando CAMINHEIRO, formado por Pedrinho Moreira, Maria Auxiliadora, Wlisses, Vanilde. Haviam casais que ajudavam a preparar os sacramentos a adultos e começaram com Sr. Otavio Martins e Rita Gomes, Geraldo Martins e Zinha.

Pe. Jose Flavio viu a necessidade de preparar melhor a liturgia, então organizou e preparou uma equipe com ministro extraordinários da eucaristia: Paulo Emilio, Dª Maria da Luz e Geraldo Martins. Uma equipe de canto que tinha como animadoras, Dª Maria de Lourdes Queiroz, Maria de Lourdes Oliveira, Cleusa e Valdelina.

Havia também vários grupos de oração que já se encontravam nas casas para rezar o terço e novenas. E, em 1978 surgiu o grupo Legião de Maria.

Durante o mês de maio, faziam-se a Festa de Nossa Senhora de Fátima, que recebeu o título de Padroeira da Comunidade do Bairro Tupi. Fizeram até uma música para homenagear a padroeira, “Oh! Virgem Senhora de Fátima”. Faziam novenas, coroações sob coordenação de Dª Maria de Lourdes Queiroz e para animar ainda mais o mês de Maria, como eles chamavam, havia também barraquinhas e bingos para ajudar a igreja.

Os Sacramentos do Batismo e Matrimônio eram realizados e preparados com a participação dos leigos, pais e padrinhos. Assim, a comunidade ia crescendo cada vez mais, e surgia a necessidade de mais pessoas, ministros para trabalhar.

Após formar a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, deu-se então a troca dos Padres: Jose Flavio Tardin foi para outra cidade. Vindo ocupar o seu lugar Pe. Breno, que muito incentivou os grupos de oração e jovens, mas teve uma passagem rápida e, quem chegou muito animado foi Pe. Jose Roberto, que contava com a ajuda dos estudantes jesuítas: Genésio e Guido e, também, Pe. Ildo e Pe. Miguel.

Todos estavam percebendo que não dava mais para continuar naquela igreja, tão pequena que não estava comportando tanta gente durante as missas, e principalmente, em dias de festas.
E com a participação de algumas pessoas em reunião surgiu a idéia de ampliar a igrejinha, poderia se construir uma igreja bem maior e mais bonita. Padre Jose Roberto deu muito apoio, e a idéia realmente foi bem recebida por todos. Começaram então os preparativos para a construção, ou melhor, a ampliação da igrejinha.

Mas, como os padres ficam pouco tempo nas comunidades, chegou a vez de Pe. Jose Roberto, também, ir embora, deixando na comunidade boas recordações e levando consigo, a amizade e o carinho de todos.

Chegou Pe. Pedro Luiz que assumiu como vigário e celebrou a sua primeira missa na Igreja em 4 de fevereiro de 1986. Pe. Pedro deu continuidade aos trabalhos deixados pelo Pe. Jose Roberto. Reunindo com os grupos de oração e se inteirando logo do que era necessário se fazer na igreja. Reuniram-se algumas pessoas e formaram uma equipe para se encarregar de todos os trabalhos na igreja.

Em 12 de fevereiro de 1990, chegaram as irmãs Maristas, sendo sempre uma presença na comunidade, dando também sua colaboração. Ir. Nair, Vera e Tereza ajudavam, principalmente, nos encontros e oração comunitários.

A partir de 1991, a comunidade conta com o apoio dos estudantes jesuítas, Paulo Cesar e Kiko, que trabalhavam com os grupos de círculo bíblico e jovens.

Os trabalhos se desenvolviam com a participação dos jovens e da igreja, mas era necessário que houvesse pessoas para cuidar só da construção. Formou-se uma equipe sob coordenação do Sr. Betinho, Sr. Dirson, Jose Pedro, Jose Roberto, Sr. Otavio e Valentim. Decidiram que o primeiro passo era conseguir uma planta e foram atrás de uma empresa de engenharia.
A partir daí, inicia-se nova fase de construção da Igreja, bem mais estruturada, aumentando a frente da igrejinha e preparando para construir a torre. No térreo foram feitas várias salas e um salão com banheiros e cozinha.

A comunidade continuava trabalhando muito…e em 1993 teve a honra de celebrar a ordenação do diácono Nilo Ribeiro (Kiko).  A igreja o acolheu com muito carinho e contou com a presidência do Bispo D. Serafim e concelebração dos Padres Pedro Luiz, Francisco Gomes e presença de outros padres e seminaristas.

No dia 1º de março de 1993, chegou à comunidade o Pe. Francisco Gomes da Silva (Pe. Chico), que também permaneceria no lugar de Pe. Pedro, que estava indo para Tocantins. E, no mês de julho do mesmo ano, para trabalhar com Pe. Chico, chega Pe. Kiko.

Criou-se, então, a Paróquia São Francisco Xavier por iniciativa do Pe. Francisco Gomes da Silva, sj e Pe. Laert Jacob Cargnelutti, sj, pároco da Paróquia Cristo Operário, conforme decreto 409. Foi inaugurada na festa de São Francisco Xavier, em 3 de dezembro de 1993. Sendo se decreto de criação no dia 28 de outubro de 1993. A partir desta data, passa a Igreja Nossa Senhora de Fátima a pertencer a Paróquia São Francisco Xavier.

Iniciou-se, então, uma nova fase da Igreja Nossa Senhora de Fátima com grandes melhorias, maior participação nas celebrações e a liturgia foi se formando em equipes. Outras áreas também, foram recebendo mais formação como a catequese e ação social, sendo realizado em 1994 a 1ª Semana Política.

Com um novo Conselho mais estruturado retoma algumas mudanças na Igreja e nas pastorais.
Em agosto de 1994, o Pe. Miroslaw Matyja (Pe. Miro) assume como vigário e em outubro é realizada uma assembleia geral com grande participação de pessoas e são indicados nomes para formação do Conselho da Igreja Nossa Senhora de Fátima.

A partir daí, se deu um novo tempo na vida da comunidade, assim como, na Paróquia. Novos párocos, vigários, padres colaboradores, religiosos e religiosas e leigos e leigas vão construindo a nossa história.

Para refletir

“Evangelizar é atrair os afastados com o nosso testemunho, é aproximar-se humildemente daqueles que se sentem longe de Deus e da Igreja.” (Papa Francisco)

Você Sabia

O papa Francisco elevou as duas igrejas que fazem parte do conjunto arquitetônico da Serra da Piedade à condição de basílicas. A Ermida da padroeira do Estado, capela do século 18 que guarda a imagem da Nossa Senhora feita por Aleijadinho, passará a se chamar Basílica Ermida da Padroeira de Minas Gerais. Já a igreja das Romarias, edificada nos anos 70 para acolher as grandes peregrinações, será chamada de Basílica Estadual Nossa Senhora da Piedade.